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Depressão é também uma doença do corpo: o que a medicina funcional encontra além do diagnóstico psiquiátrico

  • Writer: clinicarochellemar
    clinicarochellemar
  • Apr 6
  • 2 min read

A medicina funcional integrativa não descarta a psiquiatria — ela a expande. E quando olha para o corpo inteiro de uma pessoa com depressão, frequentemente encontra uma série de fatores biológicos que contribuem para o quadro e que o tratamento convencional isolado não aborda.

A hipótese inflamatória da depressão

Uma das fronteiras mais promissoras da psiquiatria atual é a hipótese inflamatória da depressão. Pesquisas publicadas em periódicos como JAMA Psychiatry e The Lancet Psychiatry demonstram que uma parcela significativa dos pacientes com depressão — especialmente aqueles que não respondem aos antidepressivos convencionais — apresenta marcadores elevados de inflamação sistêmica.

Uma parcela dos pacientes com depressão que não respondem a antidepressivos apresenta marcadores elevados de inflamação sistêmica. Tratar a inflamação pode ser parte essencial do tratamento.

O que a medicina funcional investiga em quadros depressivos

Além da história clínica aprofundada, a abordagem funcional avalia marcadores que raramente aparecem no protocolo psiquiátrico convencional: função tireoidiana completa — o hipotireoidismo subclínico é uma das causas mais comuns de sintomas depressivos não diagnosticados —, níveis de vitamina D, ferritina e ferro, magnésio, zinco, ácidos graxos ômega-3 e o perfil hormonal completo, cujas flutuações têm impacto direto no humor.

Mitôcondrias, energia e depressão

Uma linha emergente de pesquisa na medicina funcional conecta depressão com disfunção mitocondrial. Mitôcondrias comprometidas produzem menos energia celular, geram mais estresse oxidativo e ativam cascatas inflamatórias. No cérebro, isso se traduz em fadiga mental, falta de motivação, lentidão cognitiva e anedonia — a incapacidade de sentir prazer, um dos sintomas centrais da depressão.

A depressão não mora apenas na mente. Ela tem endereço no corpo — e encontrá-lo pode mudar completamente o curso do tratamento.

Por Dra. Rochelle Marquetto — Médica psiquiatra com abordagem funcional integrativa, especialista no tratamento de burnout. Já acompanhou mais de 6 mil pacientes na jornada para uma saúde mental mais equilibrada e sustentável.

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